de Paulo Cesar Pinheiro
Eu sozinho sou mais forte
Minh'alma mais atrevida
Não fujo nunca da vida
Nem tenho medo da morte
Eu sozinho de verdade
Encontro em mim minha essência
Não faço caso de ausência
Nem me incomoda a saudade
Eu sozinho em estado bruto
Sou força que principia
Sou gerador de energia
De mim mesmo absoluto
Eu sozinho sou imenso
Não meço nunca o meu passo
Não penso nunca o que faço
E faço tudo o que penso
Eu sozinho sou a Esfinge
Pousada no meio do deserto
Que finge que sabe o que é certo
E sabe que é certo que finge
Eu sozinho sou sereno
E diante da imensidão
De toda essa solidão
O mundo fica pequeno
Eu sozinho em meu caminho
Sou eu, sou todos, sou tudo
E isso sem ter contudo
Jamais ficado sozinho
6 de dez. de 2008
Solidão
Postado por Kel às 11:25
22 de out. de 2008
Dias atrás eu vi 2001 Uma Odisséia no Espaço, de Kubrick. Entendi por cima, bem menos que eu poderia (poderia porque nós jamais DEVEMOS saber/entender nada). Coisa que poucos jornalistas entendem. Enfim, chegando ao trabalho, entrei em www.kubrick2001.com. E entendi tudo.
Postado por Kel às 22:10
6 de out. de 2008
mais uma dose
é claro que eu tô afim
a noite nunca tem fim
por que que a gente é assim?
Postado por Kel às 17:01
29 de set. de 2008
quem ama bichinhos em poses fofas...


.. como eu, não pode perder esse site.
Postado por Kel às 14:35
28 de set. de 2008
26 de set. de 2008
8 de set. de 2008
-¿Algún mensaje?
-Dígale que para mí era lo mejor de la vida.
-¿Pero que la vida la incluye y que el todo es más que la parte?
Bioy Casares - Histórias Desaforadas
Postado por Kel às 11:21
4 de set. de 2008
No banheiro
O Érico, amigo do meu amigo, teve uma idéia espetacular no seu aniversário.
Ele é fotógrafo, mas decidiu que não queria fazer fotos naquele dia. Em vez disso, colocou sua câmera no banheiro. Nós escrevemos de batom, na parece: "Faça seu autoretrato. Aperte o botão e espere 10s".
E as pessoas, na intimidade do banheiro, ficaram bem mais à vontade que se tivessem que posar para as lentes no meio da festa.
Essas são as minhas:

Tem mais, de gente mais criativa e interessante, aqui.
Postado por Kel às 19:15
3 de set. de 2008
Do jeito que devia ser
É notícia velha. Mas divulgar coisa boa nunca é demais.
Quando você já trabalhou numa revista de celebridades no Brasil, você sabe que, infelizmente, nenhuma publicação do segmento no país tem coragem (ou cacife) pra ser tablóide. É uma babação de ovo 24/7. Caso contrário, a Globo corta o acesso às fotos de divulgação, as (pouquíssimas) celebridades nacionais não te olham mais na cara e a revista fica sem capa nem recheio.
Você acaba alimentando um câncer de tanto ver piadas prontas serem desperdiçadas, artistas de quinta usando a imprensa pra se promover, jornalistas se esforçando pra tirar algo que valha da boca de completos ignorantes (que não são todos, obviamente).
Por isso, dá um gostinho de vingança ler o Te Dou Um Dado. Todo mundo já conhece, mas tá cada dia melhor. Se você não conhece, é imperdível.
Postado por Kel às 18:47
2 de set. de 2008
Quando eu protejo de mim
Eu tive um amigo no colégio, um “melhor amigo”. A gente ria & chorava & conversava & se ajudava. Ele era bonito também, alto e de olhos azuis. Nós não ficamos. Nos beijamos uma vez, no carro, antes de eu entrar em casa. Só porque não dava mais para fugir. Cinco minutos depois, eu já de pijama, ele ligou. “O que a gente faz agora?”, perguntou. “Nada”, eu respondi. “A gente continua como estava”.
Nós perdemos, por isso, uns dois anos de namoro. Teríamos tido compromissos, mandado flores, sido felizes. E teríamos brigado, sentido ciúmes e nos separado. E eu o teria perdido. Não porque ele iria embora de mim (ele acabou indo de todo jeito, por causa da namorada louca que arranjou). Mas porque eu perderia esse sentimento bonito e especial que eu ainda tenho por ele. E que sei que ele ainda tem por mim.
Tem sido assim, depois dele, toda a minha (curta) vida. Tive alguns amigos que me quiseram. Não me tiveram. Todos os que eu gostava (gosto) demais, continuam lindos amigos, companheiros, às vezes já com suas mulheres. E muito mais importantes para mim que todos os homens pra quem eu fui mulher. São relações intesas e verdadeiras - nem só o sexo e amor entre casais é assim.
Não sei se é certo, mas é minha forma de proteger. Eu sei ser melhor amiga que namorada, dado atestado pelos meus longuíssimos namoros – um de 6 meses, outro de 1 ano. Não é fácil agir assim, mas eu não trocaria meus amigos nem por eles mesmos como amores. Acho que eles todos, hoje, me preferem assim também.
Já me criticaram por isso, com razão: há vezes em que eu deixo de viver algo bonito. Deixo de “investir” em pessoas que me amam. Seriam meus namoros mais longos e felizes se eu abrisse essas portas? Ou seriam meus amigos verdadeiros mais raros?
Postado por Kel às 14:58
1 de set. de 2008
Vontades de Amélie
Eu também quero roubar um gnomo e levá-lo pra viajar pelo mundo!




Postado por Kel às 12:45
12 de ago. de 2008
Bombshell
Você que é loira, alta, magra, tem olhos claros, e, é solteira, já sofreu com isso. Não que você seja linda. Não é. Esse monte de atributos podem não se juntar harmoniosamente. Mas você é um estereótipo.
Não da mulher burra, não da mulher fácil, mas da mulher desejável. E quem pensa que você é tão requisitada são as outras mulheres, não os homens (caso contrário você não seria solteira).
Isso quer dizer que há colegas suas que não confiam em você conversando com o homem delas. Quer dizer que as mulheres, em geral, seja chefe, seja amiga do colégio, têm um pé atrás com você. E que, numa festa, um homem de bem sente a necesssidade de passar o braço em volta da namorada enquanto conversa com você. Pra mostrar pra ela que não, ele não quer nada com você, essa ameaça ambulante.
Isso quer dizer também que você se dá melhor com os caras que com as mulheres. E faz o que pode para evitar se transformar num mulherão. Mulheres magras, altas, loiras e de olhos claros não saem por aí suuper arrumadas. Pode reparar. Não porque já sejam suficientemente lindas e seguras de si. Mas porque são mais aceitas de tênis e sem maquiagem. É irônico. Enquanto todas as outras querem fazer o possível para chamar a atenção, elas querem passar despercebidas, no meio das outras.
Salvo quando não querem.
Postado por Kel às 00:30
novela das 23h
Esse em homenagem à novela Pantanal. (Sim, gente cult também assiste). E pode parecer piegas, talvez seja, mas acho essa letra profundamente bonita.
Tocando em Frente
Almir Sater
Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder seguir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder seguir,
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, e no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder seguir,
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Postado por Kel às 00:25
Nossa, quase um mês que eu não escrevo. Nem aqui, nem em lugar algum. Quero dizer: tanto tempo que meus sentimentos não são minha pauta.
Sempre prometo que não vai mais acontecer. Fazer promessas que não se cumprem é, de certa forma, ter fé em mim.
Postado por Kel às 00:22
14 de jul. de 2008
do passado
Vi "Da Magia à Sedução" na tv nesse final de semana e me lembrei de um sentimento.
É a história de duas irmãs bruxas. Sua família é amaldiçoada por um feitiço antigo: qualquer homem que se apaixone sinceramente por uma das Owens morreria em breve.
Quando assisti ao filme pela primeira vez, tinha 14 ou 15 anos. Era o ano em que meu pai morreu, 1998, ou o seguinte. Pensei que talvez fôssemos uma família de bruxas, amaldiçoadas como as Owens. Nossos homens morreriam cedo (meu avô, pai da minha mãe, morreu quando ela tinha 10 anos) por um feitiço. E nós não éramos apenas mulheres comuns, obrigadas a aceitar os acasos cruéis da vida. Éramos mulheres encantadas.
Postado por Kel às 12:00
12 de jul. de 2008
budista?
Semana passada eu me senti péssima. Terrível. E qual era (é) o problema? As expectativas.
Eu preciso aprender a não me causar decepções.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido (Dalai Lama)
Ah, tem mais essa. Eu não aprendi bem como lidar com a dor dos outros. Está errado sofrer junto. Não ajuda em nada, só causa mais problemas.
Postado por Kel às 22:00
cineminha
Hoje eu vi "Desejo e Reparação". Sabe o que eu acho? O filme não deveria ser visto como um conto sobre as consequências e a extensão de uma mentira leviana. Deveria ser visto pelo lado oposto: como é que se pode colocar toda a responsabilidade pelos infortúnios acontecidos na vida de duas pessoas em uma única mentira, contada por uma menina aos 13 anos?
Hoje eu também revi "Viagem a Darjeeling". Não perca, é demais. Sobre famílias, relacionamentos e espiritualidade.
Postado por Kel às 21:55
10 de jul. de 2008
Trilha sonora
Engraçado isso.
Tempo vem, tempo vai e essa música volta a fazer sentido.
Mediocrity Rules
Le Tigre
So you wanna hang out with me tonight?
Well
You're cool, but I'm right, so
I'll set the dial to "no fights"
And as we leave the club,
and the sun is coming up, you ask,
"Have I failed to entertain?"
I say no man, it's ok.
Cuz I already knew
that when I'm with you
Mediocrity rules, man.
Mediocrity rules.
Life is but a compromise
and I can see it in yr eyes that
nothing scares you like a real idea
But no man, it's ok,
you didn't waste my day
Postado por Kel às 14:22
6 de jul. de 2008
Vaga para príncipe encantado
Qualificações desejáveis: ser engraçado, carinhoso e interessado por assuntos culturais. É necessário também estar absolutamente solteiro e não morar com os pais.
É diferencial ter mais de 30 anos, dotes culinários, ter tido relacionamentos longos e não ter ex-namoradas psicopatas.
Dica para o dia da entrevista: use all-star e deixe a barba por fazer.
Não serão aceitos candidatos que não estejam TOTALMENTE interessados pela vaga. Recebemos currículos por e-mail.
Postado por Kel às 16:33
7 de jun. de 2008
30 de mai. de 2008
Duas
A menina cresceu ao lado do pai. Queria ser o filho do pai. Não porque faltasse um filho, mas porque gostava. Quis jogar futebol, treinar artes marciais. Fez vôlei, tênis e natação. Aprendeu a arrumar o ferro de passar quando quebrava, a mexer na eletricidade da casa, a organizar e fazer contas no fim do mês. É forte e decidida, e tem certo prazer escondido em dizer que "carrega a família nas costas", o que, obviamente, é bem pouco verdade. É feminista, às vezes, de um jeito machista. Consegue esquecer, deixar para trás, sentir pouco. Consegue ser completamente racional e assim resolve seus problemas. Nem tudo, afinal, é questão de sentimento.
A menina cresceu ao lado da mãe. Mas não vivia para agradá-la. Sempre encontrou em si uma "veia artística", uma feminilidade inexplicável. Ela aprendeu a dançar balé e dança de salão. Sabe tricotar, tocar violão, e desenha. Faz bonecos de biscuit. Gosta de roupa e maquiagem, de se sentir bonita por fora. Escreve sobre sentimentos, quando eles deixam de caber lá dentro. Tem a coleção completa dos contos de fada da Shelley Duvall, e uns cinco livros sobre histórias de príncipes. Adora comédias românticas - chora em qualquer uma. No fundo, ela queria enxergar da janela o cavalo branco dobrando a esquina. Para não precisar mais se preocupar com nada.
Qual Kelly você conhece?
Postado por Kel às 12:31
26 de mai. de 2008
C'est fini
(No que depender de mim), a última postagem musical de desencontro. Nada mais que um protesto, quase mudo. Nem precisamos mais falar disso. A série de pensamentos conclusivos saíram da set list de domingo, na Gambiarra, e é super explicíta: comece com Never There, do Cake, pense um pouco sobre Deixa a Menina, de Chico Buarque e termine com Boa Sorte, de Vanessa da Mata.
Postado por Kel às 13:57
O roubo
Levaram da minha bolsa o dinheiro, os cartões, os cheques, o vale transporte. Nem liguei, que engraçado. Voltei pra casa vendo o céu que estava vermelho, o sol se pondo tão lindo. E daí, se existe esse sol? E daí, se dá pra bloquear tudo por causa desse lado maravilhoso da modernidade? E daí, se eu vou sair pra dançar assim mesmo?
---
Como será que eu reagiria se o dia estivesse nublado?
Postado por Kel às 13:50
23 de mai. de 2008
Tontura
É timidez ou desinteresse? Eu não te conheço suficiente, eu não sei. Mal eu sei sobre mim. Você segurou minha mão com força. Era carinho ou algo difícil de se dizer? Não sei ler os seus olhos. Não estou acostumada a não saber. Assusta.
São longas ausências das duas partes. Eu reajo como um espelho, é horrível. Se não liga, eu não ligo. Se me quer, eu quero. Você também é um reflexo de mim? Ou só não está aqui?
Eu vou embora, será? Vai doer se eu ficar? Eu também não sei mais sobre a dor. Assusta. Será, isso sim, o fim da insegurança. Não vou mais perguntar pra mim o que devia perguntar pra você.
Postado por Kel às 20:30
18 de mai. de 2008
Filosofando
Conselho do Buda pra você tomar coragem, amiga querida:
"A sabedoria sem metódos hábeis é escravidão. Métodos hábeis sem sabedoria é escravidão"
Postado por Kel às 15:18
17 de mai. de 2008
O que fazer com o jornalismo?
"(...) pois o jornalista não deve mesmo estar disposto a crer na complexidade das boas intenções das celebridades que ele ajuda a criar. Muito do absurdo do que se lê nos jornais é a voz inconsciente dos agentes dos fatos relatados e não apenas a maquiavélica maquinação dos donos de jornal e a mediocridade de um ou outro miserável que precisa segurar seu emprego nas redações. Mas isso quer dizer que eu deva, de minha parte, me submeter às versões sinistras que resultam de sua atividade"
Caetano Veloso, em Verdade Tropical, sobre a falsa briga entre ele e Chico Buarque, criada pela imprensa, durante o tropicalismo
Postado por Kel às 16:40
14 de mai. de 2008
Existe pelo menos uma música pra cada situação da sua vida.
Faith - George Michael
Well I guess it would be nice
If I could touch your body
I know not everybody
Has got a body like you
But I've got to think twice
Before I give my heart away
And I know all the games you play
Because I play them too
Oh but I
Need some time off from that emotion
Time to pick my heart up off the floor
And when that love comes down
Without devotion
Well it takes a strong man baby
But I'm showing you the door
'Cause I gotta have faith...
Baby
I know you're asking me to stay
Say please, please, please, don't go away
You say I'm giving you the blues
Maybe
You mean every word you say
Can't help but think of yesterday
And another who tied me down to loverboy rules
Before this river
Becomes an ocean
Before you throw my heart back on the floor
Oh baby I reconsider
My foolish notion
Well I need someone to hold me
But I'll wait for something more
Yes I've gotta have faith...
Postado por Kel às 17:41
7 de mai. de 2008
Meu coração

Eu te amo, linda. Eu te amo tanto.
Fique por aqui, por favor, faça força.
Eu nunca tinha pensado em te perder. Mas nem é essa a questão, querida. Que egoísmo seria pensar em mim quando é você que importa.
A questão é que você tem tanto pra ver. É que você é tão doce, tão tímida e interior. E está tão assustada com esse mundo grande que apareceu do lado de fora.
E eu sou tão atrapalhada, tão espalhada por aí. Mas eu quero te mostrar o bonito desse mundo. Deixa eu te mostrar, linda. Deixa a gente te achar um caminho porque ele ainda é longo, e está bem aqui, na nossa frente.
Postado por Kel às 18:47
6 de mai. de 2008
Esse cara
Ele percebe a carência. Como um sexto sentido ou um instinto animal: é uma fêmea acuada, prestes a entrar no cio. Ela não precisa ser bonita nem feia, branca nem negra, loira nem morena, magra nem gorda. Não importa se é virgem ou se é acostumada com o sexo, se é tímida ou atirada, se é carinhosa ou distante. Só tem que ser fêmea, e estar acuada. A caçada não dá certo se a fêmea não está carente.
Ele se veste de homem maduro. Chama pra jantar, almoçar ou tomar uma cerveja ali no bairro. Como se fossem amigos, mas ele não tem amigos, especialmente entre as fêmeas. Ela vai até ele meio ignorante, meio encantada. Acha que ele está “querendo alguma coisa”, e gosta de sentir o desejo. Sabe que não é a única, sabe de outras tantas. Mas fêmea tem essa esperança de ser, ela sim, algo de especial.
Não se janta, nem se almoça. Ele arruma uma forma de levá-la pra casa. Ela vai, ainda meio ingênua, ainda um tanto incrédula de suas próprias atitudes. Ele fala da vida como se fosse um homem doce e faz que presta atenção na vida dela também. Ele não tem pressa. Não vai forçar a fêmea, vai fazer com que ela queira.
Quando ela quer, ele aproveita. Não pergunta se foi bom, não importa. Ele ainda vai trazê-la outras vezes pra sua cama apertada. Só enquanto ela ainda tiver medo. Só enquanto ela o aceitar por medo do que mais a vida tem para lhe oferecer.
Depois ela perde a carência e sente nojo. Vai embora ou fica um pouco para usá-lo, pra lhe fazer mal. Para que se sinta caçado. Para que veja que é um homem menor deixado em favor de outro. Tem dó das tantas outras caçadas como ela. Tem dó dele, amaldiçoado. Quando se cansar de ser bicho, vai estar sozinho. Nenhuma mulher o ama. Nenhuma mulher ama enquanto está carente.
Postado por Kel às 12:10
28 de abr. de 2008
Quer ir pra onde?
Se for cristão, você pode ir pro céu ou pro inferno dependo dos seus pecados. A não ser que seja oriental ortodoxo: daí só Deus mesmo poderá liberar sua entrada. Se for católico atual, você vai direto pro céu porque não acredita no inferno. Se for espírita, você vai voltar muitas vezes até achar o céu, que, na verdade, é bem parecido com a terra (os egícios também achavam o céu bem parecido, tanto que queriam levar o corpo junto). Se for budista tibetano, você pode voltar pra Terra até como um cachorro, uma rã ou uma formiga para descobrir que o céu é aqui mesmo, é uma questão de enxergar. Se for budista japonês, você vai se juntar a seus antepassados. Na seicho-no-ie, existem vários estágios de céu, como cargos de uma empresa. Vai do desenvolvimento espiritual de cada um. Os muçulmanos encontram no céu frutas, flores e belas mulheres. Na Grécia antiga não tinha remédio: você ia direto pro chatíssimo e obscuro mundo dos mortos. Mas pelo menos a culpa não era sua, era dos deuses.
Postado por Kel às 20:46
12 de abr. de 2008
Amy, Amy, Amy
Attracts me, till it hurts to concentrate,
Distract me, stop me doin work i hate
(Amy Amy Amy)
Although i've been here before
(Amy Amy Amy)
You´re just to hard to ignore
Masculin you spin a spell
I think you'd wear me well
(Amy Amy Amy)
Wheres my moral parallel
It takes me, half an hour to write a verse
He makes me imagine it from bad to worse
My weakness from the other sex
Every time his shoulders flex
The way the shirt hangs off his back
My train of thought spins right off track
(Amy Amy Amy)
Although i've been here before
(Amy Amy Amy)
He's just to hard to ignore
Masculin he spins a spell
I think he'd wear me well
(Amy Amy Amy)
Wheres my moral parallel
His own style, right down to his deisel jeans
Imobile, i can't think by any means
Underwhere petes at the top
I'll let you know where you should stop
From the picture my mind drew
I know I'd look good on you
(Amy Amy Amy)
Although i've been here before
(Amy Amy Amy)
Your just to hard to ignore
Masculin you spin a spell
I think you'd wear me well
(Amy Amy Amy)
Wheres my moral parallel
Postado por Kel às 14:35
6 de abr. de 2008
E como eu já falei pra todo mundo da segunda melhor banda de Liverpool da história, ei-la:
Não que eu pretenda fazer desse um blog só de clipes musiciais, longe de mim. É que tanta música anda fazendo parte. É que Zutons é tão bom. É que essa letra é tão significativa. (Tome cuidado: ela pode ficar dias martelando suavemente na sua cabeça).
Postado por Kel às 17:47
22 de mar. de 2008
Post digressivo

Dusk is nature´s lullaby
Linda conclusão em Cymbeline, da Kneehigh Theatre. (Será que eles assistiram a Ensaio.Hamlet, da Cia dos Atores?). Quer entender a essência de Shakespeare? Lá está.
***
Eu sou desesperadamente apaixonada pelos textos. Pela sonoridade das palavras e suas possibilidades de significado. Mas, no final, o que importa no teatro? Não será uma mensagem compreensível?
Me pergunto quais palavras Shakespeare escolheria para escrever suas peças hoje.
***
Não conhecia Cymbeline. A história é bonita, mas soa um pouco repetitiva. O destino. Sempre o destino de reis e amantes. Agora, quem diria? Não é que o final é feliz?
***
E, por fim. Ninguém merece "o pequeno poder" em ação na porta do Sesi. A peça começa às 20h. Tente chegar 19h57 para ver a doçura e simpatia dos seguranças na porta. Eu sou foda, eu fecho a porta na sua cara. E você que implore minha benevolência para entrar.
Postado por Kel às 12:20
19 de mar. de 2008
Figuras
A melhor parte de andar de ônibus em São Paulo é escutar outras pessoas conversando ao celular. Apesar de ser um costume extremamente incoveniente e abusivo (será que é necessário gritar tanto pra se fazer entender?), produz as mais maravilhosas pérolas.
Cena 1: De bem com a vida
Ônibus Praça da Sé, na altura do parque Ibirapuera. O tempo está frio e nublado, parece que vai chover. São 18h. O homem sentado ao meu lado tem cabelo encaracolado que cai sobre os olhos, usa bigode e se veste como um cantor de pagode. É protuberante a barriga de cerveja, mas, fora ela, é um rapaz até longilíneo. Ele diz para a provável namorada:
- Ai anjo, estou aqui nessa maravilha de cidade. Não sei por que dizem que São Paulo é cinza. Na verdade, é uma cidade linda [olha o parque sob o céu nublado], cheia de verde.
-...
- Agora? Estou virando na avenida [lê a placa] Brigadeiro-Luis-Antônio. Sabe qual é? Enorme, linda. Precisa ver, anjo.
-...
- Não, não se preocupa. Estou chegando. Tá um poquinho de trânsito, um pouco só. Logo eu desço no metrô, vou até a estação e pego o ônibus pra Jundiaí. Tô aí o quê? Até a hora da novela?
-...
- Já falei, anjo. Fica calma. Eu tô indo te comer. Eu vou te comer, certeza. Não esquenta. É que tá trânsito, demora um pouco. Quer vir me buscar?
Desço rindo, na esquina da Paulista. O homem desce atrás, super sério, pra pegar o metrô.
Cena 2: De mal com o mundo
Ônibus Vila das Mercês, que aguarda a hora de sair em uma travessa perto do metrô Santa Cruz. São 22h. Uma moça de cabelo ruivo mal tingido senta duas cadeiras atrás da minha, bufando. Usa batom rosa, calça jeans muito justa para os quilinhos a mais, pulseiras e colares. Grita ao celular com a mãe, que não tem tempo de responder:
- Alô, mãe? Puta que pariu, mãe! Eu não aguento mais. O filho da puta do Zé me ligou de novo. Ele é um bosta. Me ligou de novo já sabendo tudo que eu ia responder. Só pra encher meu saco, aposto. Me deu até dor de cabeça. Daí meu celular bloqueou, de tanto que eu falei. Não consigo mais colocar crédito. E não sei o telefone da Vivo. Você sabe? O pai não sabe, outro bosta. Liguei pra pedir. O cara tem celular da Vivo há quantos anos e não sabe o número da Vivo? Me deu até tontura. Agora tô com tontura e dor de cabeça. Pra completar, na empresa, eu peguei a pior folga, no meio da semana. Quer dizer: todo mundo folga no fim de semana e só a Aline que se fode, é claro. E todo mundo soube por telefone, eu tive que ir assinar. Além do que passei o dia atendendo só problema. Cada problema que você não acredita. Não aguento mais. E essa merda de ônibus não anda, ainda por cima. Olha a hora que eu saí, quando eu vou chegar em casa?
Desço. Um homem desce atrás de mim, reclamando.
- Puta que pariu, que mulher chata!
Postado por Kel às 15:23
17 de mar. de 2008
Felicidade é...
... tocar para o mar e rolar em papéis coloridos pelo chão.
Elephant Gun - Beirut
p.s Obrigada, mocinho!
Postado por Kel às 17:45
16 de mar. de 2008
Mordomia
Eu costumo não ligar para hotéis. Não são questão essencial na minha lista de exigências para viajar. Já que não tenho muito dinheiro, mas tenho "espírito de aventura", uma pousada, um albergue ou um quarto emprestado costumam cair bem quando circulo por aí do meu bolso. Sempre penso que é melhor conhecer o lugar que o hotel.
Obviamente, minha lista de exigências muda quando viajo a trabalho. É legal, mas é chato. Você só tem algumas horas livres. Não costuma sobrar tempo (ou energia) suficientes para um mero city tour. Assim, fui três vezes para Salvador e não conheço o Pelourinho. Conheço profundamente, isso sim, os quartos de hotel onde fiquei, o chuveiro, a TV a cabo, a piscina, no máximo. O hotel é essencial nessas viagens.
E então entendi que bonita é a profissão da minha irmã, hotelaria. Já que você não vai ver a cidade, chegar perto das praias, encher a cara nos bares, sinta-se em casa. Os hotéis têm uma incrível capacidade de prever o que você precisa.
A escova, a pasta de dente, o xampú. Às vezes secador, outras ferro de passar, outras ainda, banheira. Batata Pringles para quando dá fome no meio da noite. Água de cortesia ao lado da cama. Internet sem-fio. Muitos canais de televisão. Ótimos prêmios de consolação.
Dependendo da cidade, você nem sente falta do resto.
Postado por Kel às 18:24
14 de mar. de 2008
Superego
O que você pensa, você aí, lendo isto, já foi importante demais para mim. Na verdade, o que eu achava que você podia pensar de mim era essencial. Não houve quem tivesse interiorizado melhor as boas maneiras de se viver em sociedade. Ninguém jamais será tão autocrítico.
Trabalhar com celebridades era ruim especialmente porque "as pessoas" não me "levavam a sério". Ficar com um cara podia ser ruim porque era conhecido do meu ex-namorado. O que ele iria pensar de mim? Voltar bêbada para casa era impensável porque minha mãe ficaria chocada. A sugestão de pauta da piauí eu não mandei porque a editora me acharia burra (obviamente, alguém mais teve a mesma idéia e publicou no meu lugar).
Como eu deixei isso acontecer? É como quem não rouba por medo das câmeras. Como quem não vive por medo de morrer. Como quem não erra por medo sentir vergonha. VERGONHA. Por medo de que os outros sintam vergonha de você. Acho que, afinal, fui criada como um japonês - Ruth Benedict que o diga.
Meus queridos amigos que tanto me importam: obrigada por me fazer ver. Que eu havia me tornado minha pior chefe, minha pior mãe, minha pior consciência. Meu julgamento largo era só para vocês, não para mim. Eu vivia pelas expectativas. Quanto eu mudei. Quanto mais eu vou conseguir mudar? Falta tanto - mas o caminho é tão claro. Me sinto leve porque vejo.
Postado por Kel às 23:32
3 de mar. de 2008
Tietagem
Elas usam roupas (muito) curtas e forçam a mão na maquiagem. Aparecem de salto alto finíssimo, bolsa e caderninho em uma das mãos. Elas conseguem, melhor nem imaginar muito como, acesso aos camarins dos eventos menos organizados.
Elas fumam, gritam e entram na frente dos jornalistas com celulares e máquinas digitais, fazem declarações tórridas e ficam esperando um convite para entrar no camarim. De qualquer um que seja famoso. Músico, ator, modelo.
Elas têm 13, 14 anos. Não conseguem ver como parecem ridículas. Como é que a mãe dela deixou ela sair assim?, o povo se pergunta. Elas são da "geração de biscates", como disse uma amiga minha, veja bem, em tom de brincadeira. Dá dó.
Postado por Kel às 17:25
22 de fev. de 2008
Das incertezas
Existe um ponto crítico. Quando você segura o ar à espera do soco; quando fecha os olhos à espera do beijo; quando reza à espera do milagre. Quando você espera. Não está mais nas suas mãos. Você quer tudo resolvido, mas tudo se resume em possibilidades.
Bem me quer, mal me quer, a sorte. Como lidar com o tempo quando ele é dos outros? Como suportar as próprias limitações? O que mais você poderia ter feito para (se) salvar (alguém)?
Fora do seu controle, o mundo. Você não determina nada. Você é causa, mas não pode prever as consequências. Você não consegue evitar o sofrimento dos outros. Você não vai ser quem quer só porque quer.
Então, espera.*
* Mas sabe, ao menos, sorri, que se não vier o beijo, nem o milagre, e se o soco lhe derrubar, a culpa pode não ser sua. É só a vida que se constrói e se destrói à sua revelia.
Postado por Kel às 16:43
18 de fev. de 2008
They were funky China men from funky Chinatown
Aprende a dancinha aí ó:
Isso é tão genial.
Postado por Kel às 22:23
15 de fev. de 2008
Das surpresas da vida
1)De todas as pessoas no mundo que podem te oferecer um frila, a última que você imaginaria é justamente aquela que te oferece. Aquela pra quem você mandou um e-mail despretensioso, só "por via das dúvidas".
2)Depois de ficar sem rotina completamente, você descobre que rotina é uma coisa, assim, supimpa. Um mês depois você quer porque quer se organizar.
3)A vingança é doce. Mas só quando a vida se encarrega dela por você.
4)Você faz um monte de exames porque tem certeza que está doente e depois descobre que, ao que tudo indica, não está. Daqui seis meses você faz tudo de novo - até aqueles que não teve coragem.
Postado por Kel às 11:44
8 de fev. de 2008
pela luz dos olhos meus
Teve dias em que ela se arrumou bonita pra ninguém, quando alguém fazia falta. E toda beleza era artifício para esconder a dor. E era inútil. Porque nem era questão de beleza, afinal. Não foi a aparência que o levou dela. Nem bem era isso que lhe daria companhia. Baby´s got blue eyes and she´s alone again.
E depois teve hoje. Ninguém fazia diferença. Ela tem olhos azuis e não precisou de outros mais pra se olhar. Ela se arrumou bonita só porque quis. Ou porque agora ela se ama, quem diria. Não quis que alguém reparasse. E houve quem tropeçasse ao vê-la passar.
Postado por Kel às 21:15
6 de fev. de 2008
flita coleano flita!



A gente gosta de Carnaval na rua
Bate palma, pula e samba
Dá risada, bebe e passa vergonha
E pra depois a gente lembrar,
faz foto até com celular
Postado por Kel às 19:54
29 de jan. de 2008
Ana vê

Ana entrou na sala e foi olhada. Foi olhada durante todo o (pouco) tempo que permaneceu lá. Era um petit comitê do embaixador. Garçons, garçonetes, quibes e vinho barato. Ana não estava na lista de convidados. Ela foi com Arthur: quinze anos mais velho, espirituoso, insistente.
Ana sempre acabava saindo com os insistentes espirituosos, mesmo que ao final se despedisse com um beijo no rosto. Mas naquela sala tão clara (por que não receber à meia-luz, por que não deixar as pessoas à vontade?) as pessoas olhavam mal para Ana. “Olha quem o Arthur está comendo agora”, dizia um olho. “Vagabundinha...”, acusava outro.
Alguns tinham dó de Ana. Coitada, foi parar na mão dele. Outros não gostavam dela, abusada. Ao final dos cumprimentos, Ana encontrou uma ex-colega de trabalho. Ou melhor, encontrou uma analista da época em que era estagiária. O olhar dela doeu. “Acabou virando carreirista”, apontou, demonstrando certa decepção. Ana quis fugir e fugiu. Até de Arthur.
Postado por Kel às 20:58
27 de jan. de 2008
fala mais alto?
"Este é um lugar perfeito para quem não tem assunto".
Luaemar, minha sábia tia, ligeiramente incomodada com o barulho na balada de aniversário de seu filho.
Postado por Kel às 14:02
23 de jan. de 2008
P.S. Eu te amo com minha mãe hoje.
Foi sem querer. Nem era com ela que eu ia ao cinema, nem era esse o filme da vez.
Senti dor e força.
A vida se repete tanto que posso assistir à minha na pele dos outros.
Postado por Kel às 22:21
22 de jan. de 2008
puramente hipotético
Uma homenagem aos amores platônicos:
I´ll pretend that I´m kissing
The lips I´m missing
And hope that my dreams will come true
All My Loving - Beatles
Postado por Kel às 18:42
15 de jan. de 2008
Nossa, que alegria!
E não é que recebi uma ligação e um e-mail, tudo ao mesmo tempo?
Vou ficar ocupada, então, pelos próximos dias. Talvez ocupada demais para atualizar o blog, uma vez que o mundo, de um dia pro outro, começou a girar tanto que estou até tonta.
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Estava lendo "O Mundo em uma Frase", de James Geary, livro que ganhei de jabá e nunca havia folheado. Em época de, digamos, ócio criativo, é ótimo colocar os livros em dia. E olhe que que bonito disse Lao Tse, que cabe justamente nesse momento da minha vida:
"Coloque [as coisas] em ordem antes que elas fiquem confusas. Pois a árvore grande como o abraço de um homem principiou como um broto minúsculo, a torre com nove andares de altura principiou como um monte de terra, a viagem de mil léguas começou com o que estava sob os pés".
Postado por Kel às 10:57
14 de jan. de 2008
Devagar
Sabe quando aquele e-mail nunca chega? Você até checa pra ver se está tudo funcionando direitinho, se a internet não caiu... Mesmo assim, nada.
E aquela mensagem que não te mandam no msn? Você coloca uma frase provocante, troca de foto, coloca "online" no seu status pra ninguém duvidar que você está totalmente desocupada, e, ainda assim, nada.
E o celular que não toca? Passa um dia inteiro, você checa a bateria duas vezes, aumenta o volume pra não deixar de ouvir as ligações. Nada, nada, nada.
Isso é ansiedade. Quando o mundo roda mais devagar do que deveria, pelo menos na sua opinião. Quando você espera algo de novo. Negócios, amores, amigos. Todos devagar.
Postado por Kel às 22:15
13 de jan. de 2008
Feminices

Numa família de mulheres fortes, ela estranhamente educou-se para pensar que a vida é mais fácil na companhia de um homem. A família, a bem da verdade, é quase só de mulheres. Os homens morrem – de infarto, de câncer, de tristeza – e as viúvas sobrevivem para amadurecer as pequenas há pelo menos duas gerações.
Sim, ela teve um bom marido. Mas as meninas não eram ainda adolescentes quando ele se foi. Ela, sexo menor, deu conta sozinha de duas até depois de formadas. Ainda assim, sente medo. E quando a filha anuncia que desfez o namoro, ela sofre. “Nós estamos cada vez mais sozinhas”, diz, como se fosse frágil.
Postado por Kel às 12:47
12 de jan. de 2008
... negócios à parte
Pensamento da semana: será que os empregos acabam com o caráter das pessoas ou são as situações complicadas, como os empregos, que revelam o verdadeiro caráter das pessoas?
Postado por Kel às 19:13

